Trinta dicas "infalíveis" para escrever bem
1. Deve-se evitar ao máx. a utiliz. de abrev. etc.
2. É desnecessário empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou?? ...então valeu!

9. "Porra", palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa "merda".
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto em que a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou, por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente especialmente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O texto fica horrível!!!!!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão das idéias nelas contidas e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, dessa forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente; ou não...
28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando dessa maneira irritante.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras... nada de mandar esse trem... vixi... entendeu, bichinho?
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar, já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
Via Guia do Estudante
Quando usar a crase
1. Preposição a + artigos a, as:
Fui à feira ontem.
Paulo dedica-se às artes marciais.
a) Quando o nome não admitir artigo, não poderá haver crase: Vou a Campinas amanhã. Estamos viajando em direção a Roma. No entanto, se houver um modificador do nome, haverá crase: Vou à Campinas das andorinhas. Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas.
b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes masculinos, que admitam ao antes deles:
Vou à praia. Vou ao campo.
As crianças foram à praça. As crianças foram ao largo.
Portanto, não haverá crase em:
Fui à feira ontem.
Paulo dedica-se às artes marciais.
a) Quando o nome não admitir artigo, não poderá haver crase: Vou a Campinas amanhã. Estamos viajando em direção a Roma. No entanto, se houver um modificador do nome, haverá crase: Vou à Campinas das andorinhas. Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas.
b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes masculinos, que admitam ao antes deles:
Vou à praia. Vou ao campo.
As crianças foram à praça. As crianças foram ao largo.
Portanto, não haverá crase em:
Ela escreveu a redação a tinta. (Ela escreveu a redação a lápis.)
Compramos a TV a vista. (Compramos a TV a prazo.)
Compramos a TV a vista. (Compramos a TV a prazo.)
2. Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
Maria referiu-se àquele cavalheiro de terno cinza.
Depois nos dirigimos àquelas mulheres da Associação.
Nunca me reportei àquilo que você disse.
3. Na indicação de horas:
João se levanta às sete horas.
Devemos atrasar o relógio à zero hora.
Eles chegaram à meia-noite.
4. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita:
Adoro bife à milanesa.
Eles querem vitela à parmigiana.
Ele vestiu-se à Fidel Castro.
Ele cortou o cabelo à Nero.
5. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural:
Pedrinho costuma ir ao cinema às escondidas.
Às vezes preferimos viajar de carro.
Eles partiram às pressas e não deixaram o novo endereço.
6. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino:
Eles vivem à custa do Estado.
Estamos todos à mercê dos bandidos.
Fica sempre mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul.
Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça.
Fonte: http://www.comoescreve.com
Maria referiu-se àquele cavalheiro de terno cinza.
Depois nos dirigimos àquelas mulheres da Associação.
Nunca me reportei àquilo que você disse.
3. Na indicação de horas:
João se levanta às sete horas.
Devemos atrasar o relógio à zero hora.
Eles chegaram à meia-noite.
4. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita:
Adoro bife à milanesa.
Eles querem vitela à parmigiana.
Ele vestiu-se à Fidel Castro.
Ele cortou o cabelo à Nero.
5. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural:
Pedrinho costuma ir ao cinema às escondidas.
Às vezes preferimos viajar de carro.
Eles partiram às pressas e não deixaram o novo endereço.
6. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino:
Eles vivem à custa do Estado.
Estamos todos à mercê dos bandidos.
Fica sempre mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul.
Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça.
Fonte: http://www.comoescreve.com
Hífen - Quadro de Expressões
A
a fim de
à queima-roupa à toa 1 à vontade abaixo-assinado ab-rupto 2 acerca de aeroespacial afro-americano afro-asiático afro-brasileiro afrodescendente afro-luso-brasileiro agroindustrial água-de-colônia além-Brasil além-fronteiras além-mar amor-perfeito andorinha-do-mar anel de Saturno anglomania anglo-saxão ano-luz antessala antiaderente antiaéreo antieconômico anti-hemorrágico anti-herói anti-higiênico anti-ibérico anti-imperialista anti-infeccioso anti-inflacionário anti-inflamatório antirreligioso antissemita antissocial ao deus-dará arco e flecha arco-da-velha arco-íris arqui-inimigo autoadesivo autoafirmação autoajuda autoaprendizagem autoeducação autoescola autoestima autoestrada auto-hipnose auto-observação auto-ônibus auto-organização autorregulamentação ave-maria azul-escuro
B
Baía de Todos-os-Santos
belo-horizontino bem-aventurado bem-criado bem-dito bem-dizer bem-estar bem-falante bem-humorado bem-me-quer bem-nascido bem-te-vi bem-vestido bem-vindo bem-visto bendito (= abençoado) benfazejo benfeito benfeitor benfeitoria benquerença benquerer benquisto bico-de-papagaio (planta) bio-histórico biorritmo biossocial blá-blá-blá boa-fé bumba meu boi
C
café com leite
calcanhar de aquiles cão de guarda carboidrato 3 causa-mortis (a...) centroafricano 4 centro-africano 5 circum-murado circum-navegação coabitação coautor cobra-d'água coco-da-baía coedição coeducação coenzima coerdar coerdeiro coexistente coexistir cofator coirmão comum de dois conta-gotas contra-almirante contra-ataque contracheque contraexemplo contraindicação contraindicado contraofensiva contraoferta contraordem contrarregra contrassenha contrassenso coobrigação coocupante coocupar cooptar cor de café cor de café com leite cor de vinho cor-de-rosa couve-flor criado-mudo
D
decreto-lei
dente-de-leão depois de amanhã desumano deus nos acuda (um...) dia a dia 6 disse me disse (um...) doença de Chagas |
E
em cima
embaixo entre-eixo euro-asiático eurocêntrico ex-almirante ex-diretor ex-presidente ex-primeiro-ministro ex-secretária extra-alcance extraclasse extraescolar extrafino extraoficial extrarregular extrassolar extrauterino
F
faz de contas (um ...)
feijão-verde fim de século fim de semana folha de flandres francofone
G
general de divisão
geo-história giga-hertz girassol grã-fina grão-duque grão-mestre Grão-Pará guarda-chuva guarda-noturno Guiné-Bissau
H
habeas-corpus (o...)
hidroelétrico hidrelétrico hidrossolúvel hidroterapia hipermercado hiper-raquítico hiper-realista hiper-requintado
I
inábil
indo-chinês 7 indochinês 8 indo-europeu infra-assinado infra-axilar infraestrutura infrassom inter-hemisférico inter-racial inter-regional inter-relacionado intramuscular intraocular intraoral intrauterino inumano
J
joão-de-barro
joão-ninguém
L
latino-americano
lenga-lenga luso-brasileiro lusofobia lusofonia
M
macroestrutura
macrorregião madressilva mãe-d'água má-fé mais-que-perfeito mal de Alzheimer mal-acabado mal-afortunado malcriado malditoso mal-entendido mal-estar malgrado mal-humorado mal-informado má-língua mal-limpo malmequer malnascido malpassado malpesado malquerer malquisto malsoante malvisto mandachuva manda-lua manda-tudo maria vai com as outras médico-cirurgião mesa-redonda mestre-d'armas microcirurgia microempresa microestrutura micro-ondas micro-organismo microssistema minicurrículo minissaia minissérie multissegmentado
N
não agressão
não fumante não me toques 9 não violência não-me-toques 10 neoafricano neoexpressionista neoimperialista neo-ortodoxo norte-americano
O
olho-d'água
|
P
pan-africano
pan-americano pan-hispânico para-brisa para-choque para-lama paraquedas paraquedismo paraquedista para-raios pé-de-meia pingue-pongue plurianual poli-hidratação pontapé ponto e vírgula por baixo de por isso porta-aviões porta-retrato porto-alegrense pós-graduação pospor pós-tônico predeterminado preenchido pré-escolar preexistente preexistir pré-história pré-natal pré-nupcial pré-requisito pressupor primeiro-ministro primeiro-sargento pró-ativo proeminente propor pró-reitor pseudo- -organização pseudossigla
Q
quem quer que seja
R
reabilitar
reabituar reaver recém-casado recém-eleito recém-nascido reco-reco reedição reeleição reescrita reidratar retroalimentação reumanizar
S
sala de jantar
segunda-feira sem-cerimônia semiaberto semianalfabeto semiárido semicírculo semi-interno semiobscuridade semirrígido semisselvagem sem-número sem-vergonha sobreaquecer sobre-elevação sobre-estimar sobre-exceder sobre-humano sobrepor social-democracia social-democrata sociocultural socioeconômico subalimentação subalugar subaquático subarrendar sub-brigadeiro subemprego subestimar subdiretor subumano (ou sub-humano) subfaturar sub-reitor sub-rogar sul-africano superestrutura super-homem super-racional super-resistente super-revista supraocular suprarrenal suprassumo
T
tenente-coronel
tico-tico tio-avô tique-taque tomara que caia
U
ultraelevado
ultrarromântico ultrassecreto ultrassensível ultrassom ultrassonografia
V
vaga-lume
vassoura-de-bruxa verbo-nominal vice-almirante vice-presidente vice-rei vira-casaca
X
xique-xique 11
xiquexique 12
Z
zás-trás
zé-povinho zigue-zague zum-zum |
1 como adjetivo ou como advérbio.
2 preferível esta forma a "abrupto", também correta. 3 a forma carbo-hidrato também está correta. 4 refere-se à República Centroafricana. 5 refere-se à região central da África. 6 como substantivo ou como advérbio. 7 quando significar Índia + China; indianos + chineses. 8 referente à Indochina. 9 significando "facilidade de magoar-se". 10 planta. 11 chocalho. 12 planta. | ||
Este quadro está apoiado nas obras:
BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008. | ||
Meus trabalhos para o Cristo Redentor
Só um petisco, afinal, foram tantos materiais que não caberiam aqui. Fiquem com uma peça de cada grande campanha/trabalho.
Ação de Amor do Cristo Redentor
Ação de Amor do Cristo Redentor

Lançamento da Central Digital de Informações do Cristo Redentor, do Projeto Empresas Apoiadoras do Cristo e desenvolvimento completo de pesquisas e conteúdo textual das centrais digitais dispostas no platô do monumento, com tradução em 7 línguas.

Criando para Accetur - Disney
Conceito para Clinicão Veterinária
Se
meu pet falasse.
Os textos são meus e as artes, de Roberta Rezende, Gustavo Ferreira e Thiago Teixeira.
A ideia a ser passada é que os cães e gatos estarão
sempre representando os diferentes públicos donos de pets.
A campanha utiliza um tom humorístico leve e, claro, sempre o
apelo emotivo. Neste caso, é como se o dono pudesse ouvir seu bichinho
“agradecer” pelos cuidados. É como se ele pudesse saber o que ele pensa. E a
Clinicão, ao mesmo tempo em que coloca os animais “falando”, em seguida, fiz
“se eles falassem” assumindo que tudo é uma brincadeira, pois é lúdico, mas um
lúdico que toca o coração e que diz a verdade sobre a forma como os donos e
todos na Clinica cuidam dos animais: com amor, carinho e, principalmente, compromisso.
Os textos são meus e as artes, de Roberta Rezende, Gustavo Ferreira e Thiago Teixeira.
Regência Nominal
Nem lembra do que se trata? É só começar a ler pra entender e perceber que a maioria preposições você aplica certo porque decorou.
Já outras, você vem plicando errado, né?
Hmmm, muito bonito!
Então, copia a tabelinha, com os NOMES + as PREPOSIÇÕES e bora escrever certinho!
Para regência de mais nomes, consulta o google, bem.
Se a fonte for fidedigna, go ahead!
Já outras, você vem plicando errado, né?
Hmmm, muito bonito!
Então, copia a tabelinha, com os NOMES + as PREPOSIÇÕES e bora escrever certinho!
Para regência de mais nomes, consulta o google, bem.
Se a fonte for fidedigna, go ahead!
Seja didático ao falar com a classe C
Li, achei interessante e recomento o texto abaixo, de Demetrius Paparounis. Até porque, já passei muitas horas em ponto de ônibus com o fone no ouvido e o iPod desligado, só escutando a conversa alheia.

Se você precisa criar ou comunicar um produto para a classe C, um conselho: passe alguns dias na companhia do seu público-alvo. Pessoalmente!
Pesquisas são ótimas, claro, mas o contato pessoal traz insights que dificilmente você terá simplesmente assistindo à pesquisa atrás da parede de vidro – muito menos ouvindo o relatório numa sala de reuniões. Claro que é preciso tomar muito cuidado com o viés pessoal, mas viver um pouco a vida estrangeira dos mais pobres ajuda muito a diminuir o sotaque dos nossos produtos e das nossas campanhas.
Durante os dez anos que fiz revistas para a hoje chamada nova classe média, visitei inúmeras famílias de leitores. Essa experiência formou em mim a convicção de que a boa comunicação para esse público geralmente precisa incluir generosas pitadas de didatismo. Não porque esse público tenha dificuldade de compreensão – o problema é a falta de informação sobre o novo mundo ao qual estão sendo incluídos. O mundo dos que já tem a sobrevivência garantida e agora partem para experiências mais complexas e gratificantes.
Certa vez, visitando uma família baiana, tive um exemplo marcante dessa necessidade. A família tinha acabado de fazer sua primeira viagem de avião, comprado num pacote que incluía hotel. Depois de todas as dúvidas e inseguranças de quem voa pela primeira vez, eles chegaram no quarto do hotel e viram uma plaquinha pregada do lado de dentro da porta: “Por favor, arrume o quarto”. No dia seguinte, antes de sair para passear, adivinha o que a hóspede de primeira viagem fez? Obedeceu a antipática placa.
Recentemente, outras duas histórias me chamaram a atenção. Num colégio estadual que visitei em São Paulo, uma mãe me contou que a escola estava pedindo dinheiro para “a PM” pintar as paredes. “Eu não dou”, ela reclamava. “Nunca vi um carro da PM na frente da escola, agora eles querem dinheiro?” Simplesmente, ela não sabia que, em escolas públicas, existe a Associação de Pais e Mestres. Na roça onde ela cresceu não havia esse luxo. E depois ninguém achou importante explicar isso a ela.
A outra história aconteceu na última Black Friday com uma cabeleireira que eu conheço. Atraída pelos baixos preços, ela passou horas na fila de um hipermercado para comprar um tablete para o filho de 9 anos. “A única coisa que eu sabia era que precisava ter Android e wi-fi”, ela conta, repetindo a exigência do filho.
Comprou um de duzentos e poucos reais, deu ao filho, mas, em vez de alegria, teve um fim de semana frustrante. O problema não foi com o aparelho em si – aliás, muito bom pelo preço -, mas a falta de uma informação básica. Ela não sabia que não dá para ligar o cabo de internet do computador diretamente no tablete. Na família dela, assim como na da maioria dos brasileiros, ninguém nunca tinha ouvido falar de roteador. E o presente passou o fim de semana inútil como aqueles brinquedos que vinham sem pilha na nossa infância.
Fonte: Meio e Mensagem

Se você precisa criar ou comunicar um produto para a classe C, um conselho: passe alguns dias na companhia do seu público-alvo. Pessoalmente!
Pesquisas são ótimas, claro, mas o contato pessoal traz insights que dificilmente você terá simplesmente assistindo à pesquisa atrás da parede de vidro – muito menos ouvindo o relatório numa sala de reuniões. Claro que é preciso tomar muito cuidado com o viés pessoal, mas viver um pouco a vida estrangeira dos mais pobres ajuda muito a diminuir o sotaque dos nossos produtos e das nossas campanhas.
Durante os dez anos que fiz revistas para a hoje chamada nova classe média, visitei inúmeras famílias de leitores. Essa experiência formou em mim a convicção de que a boa comunicação para esse público geralmente precisa incluir generosas pitadas de didatismo. Não porque esse público tenha dificuldade de compreensão – o problema é a falta de informação sobre o novo mundo ao qual estão sendo incluídos. O mundo dos que já tem a sobrevivência garantida e agora partem para experiências mais complexas e gratificantes.
Certa vez, visitando uma família baiana, tive um exemplo marcante dessa necessidade. A família tinha acabado de fazer sua primeira viagem de avião, comprado num pacote que incluía hotel. Depois de todas as dúvidas e inseguranças de quem voa pela primeira vez, eles chegaram no quarto do hotel e viram uma plaquinha pregada do lado de dentro da porta: “Por favor, arrume o quarto”. No dia seguinte, antes de sair para passear, adivinha o que a hóspede de primeira viagem fez? Obedeceu a antipática placa.
Recentemente, outras duas histórias me chamaram a atenção. Num colégio estadual que visitei em São Paulo, uma mãe me contou que a escola estava pedindo dinheiro para “a PM” pintar as paredes. “Eu não dou”, ela reclamava. “Nunca vi um carro da PM na frente da escola, agora eles querem dinheiro?” Simplesmente, ela não sabia que, em escolas públicas, existe a Associação de Pais e Mestres. Na roça onde ela cresceu não havia esse luxo. E depois ninguém achou importante explicar isso a ela.
A outra história aconteceu na última Black Friday com uma cabeleireira que eu conheço. Atraída pelos baixos preços, ela passou horas na fila de um hipermercado para comprar um tablete para o filho de 9 anos. “A única coisa que eu sabia era que precisava ter Android e wi-fi”, ela conta, repetindo a exigência do filho.
Comprou um de duzentos e poucos reais, deu ao filho, mas, em vez de alegria, teve um fim de semana frustrante. O problema não foi com o aparelho em si – aliás, muito bom pelo preço -, mas a falta de uma informação básica. Ela não sabia que não dá para ligar o cabo de internet do computador diretamente no tablete. Na família dela, assim como na da maioria dos brasileiros, ninguém nunca tinha ouvido falar de roteador. E o presente passou o fim de semana inútil como aqueles brinquedos que vinham sem pilha na nossa infância.
Fonte: Meio e Mensagem
Entendendo o Texto
Essas dicas são boas para quem vai prestar concurso ou vestibular.

TEXTO – é um conjunto de idéias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR).
CONTEXTO – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter um significado diferente daquele inicial.
INTERTEXTO - comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO.
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - o primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as idéias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.
Via professordiegolucas.blogspot.com.br
Do you speak Corporativês?
No site http://danieldebonis.org tem um Pequeno dicionário do mundo corporativo, pra gente aprender e se deliciar, rindo da maneira como o autor explica os significados. Copiei alguns termos aqui pro blog... vai vendo!
Benchmark: Sabe quando você pensa: “Alguém em algum lugar deve saber fazer essa merda direito”? Esse alguém é obenchmark.
Board: Grupo de homens de cabelo branco, arrastados à força (física ou pecuniária) para reuniões sobre assuntos de que não entendem.
Brainstorming: Ritual dionisíaco-surrealista; terapia em grupo.
Branding: Chamar o pessoal do Porta dos Fundos pra fazer um comercial, na esperança de que alguém lembre o nome do seu produto. O que é meio difícil, se eles estiverem em TODOS os comerciais de TODOS os produtos do mercado.
Briefing: Resumo. Tipo aquele fichamento que você nunca fez na escola.
Budget: Lugar onde suas despesas não cabem, mas ninguém vai rever seus KPIs por isso (ver KPI).
Business Plan: Ente metafísico, a que se atribuem poderes sobrenaturais. Ninguém conhece seu verdadeiro teor.
Case: Concorrente onde você realmente queria trabalhar.
CEO (Chief Executive Officer): Aquele gringo que ainda não entendeu, afinal, o que é que a empresa faz.
Chairman: Membro do Board que dorme nas reuniões e ninguém fala nada (ver Board).
Coffee break: Banquete orgiástico.
Consultor: 1. Ex-executivo que continua mamando na empresa. 2. Sujeito que mama na empresa na esperança de se tornar executivo dela.
Core business: O que a empresa sabe fazer bem, até o Boarddecidir que não é isso e sim outra coisa (ver Board).
Copy + paste: Técnica para elaboração de textos, considerada a mais eficiente desde a invenção da escrita cuneiforme.
CRM: Conjunto de técnicas de procrastinação, sugestão e hipnose destinadas a não deixar o target perceber que está sendo enganado.
Deadline: Prazo arbitrário e imutável, definido em sessões secretas por ogros sádicos de seitas satânicas.
Debriefing: Relato ao superior imediato com fofocas cabeludas sobre a reunião em que ele não estava.
E-learning: Tecnologia de ponta empregada para comunicação e interação online, de forma a tornar mais eficiente o processo de fingir ensinar e fingir aprender.
Economia de baixo carbono: Mundo mágico, onde vivem fadas, elfos e duendes.
Feedback: Se for um chute no saco, desvie.
Festa da firma: Rito pagão caracterizado por presentes indesejados, cantadas embaraçosas e puxa-saquismo explícito.
Forecast: Chute; aposta; adivinhação. Desde que feitos sem a menor sombra de critério.
Hands-on: Trabalhar de verdade; não isso que você faz todo dia.
Head: Quem leva a culpa se o projeto não cumprir a Deadline ou estourar o Budget (ver Deadline e Budget).
Headcount: Número cuja propriedade definidora é ser grande demais, segundo o Board (ver Board).
Headhunter: Corsário determinado a roubar os únicos profissionais competentes que ainda sobraram na empresa.
Insight: Ideia do chefe.
Insight brilhante: Ideia do CEO.
Microsoft: Fabricante de bugs. De brinde, oferecem processadores de texto e planilhas.
Networking: Número total de chatos que você tem que aturar pra quem sabe um dia subir na carreira.
Pós-venda: Ato de suportar as reclamações mais do que justas dos clientes, respondendo-as com declarações vagas e de difícil compreensão.
PowerPoint: Programa cuja radiação inibe as capacidades humanas de pensamento e fala.
Stakeholder: O cara que segura o bife.
Trainee: Aquele playboyzinho que acabou de chegar e se acha o CEO. Mande ele tirar uns xerox e te trazer um Big Mac pra ele saber o lugar dele (ver CEO).
Trend: Quando o CEO entende o que é, já passou (ver CEO).
Workaholic: Pessoa normal, que não trabalha menos que oitenta horas por semana, ou pelo menos finge bem.
Workshop: Período de torpor e sonolência, entremeado por banquetes orgiásticos (ver Coffee break).
Benchmark: Sabe quando você pensa: “Alguém em algum lugar deve saber fazer essa merda direito”? Esse alguém é obenchmark.Board: Grupo de homens de cabelo branco, arrastados à força (física ou pecuniária) para reuniões sobre assuntos de que não entendem.
Brainstorming: Ritual dionisíaco-surrealista; terapia em grupo.
Branding: Chamar o pessoal do Porta dos Fundos pra fazer um comercial, na esperança de que alguém lembre o nome do seu produto. O que é meio difícil, se eles estiverem em TODOS os comerciais de TODOS os produtos do mercado.
Briefing: Resumo. Tipo aquele fichamento que você nunca fez na escola.
Budget: Lugar onde suas despesas não cabem, mas ninguém vai rever seus KPIs por isso (ver KPI).
Business Plan: Ente metafísico, a que se atribuem poderes sobrenaturais. Ninguém conhece seu verdadeiro teor.
Case: Concorrente onde você realmente queria trabalhar.
CEO (Chief Executive Officer): Aquele gringo que ainda não entendeu, afinal, o que é que a empresa faz.
Chairman: Membro do Board que dorme nas reuniões e ninguém fala nada (ver Board).
Coffee break: Banquete orgiástico.
Consultor: 1. Ex-executivo que continua mamando na empresa. 2. Sujeito que mama na empresa na esperança de se tornar executivo dela.
Core business: O que a empresa sabe fazer bem, até o Boarddecidir que não é isso e sim outra coisa (ver Board).
Copy + paste: Técnica para elaboração de textos, considerada a mais eficiente desde a invenção da escrita cuneiforme.
CRM: Conjunto de técnicas de procrastinação, sugestão e hipnose destinadas a não deixar o target perceber que está sendo enganado.
Deadline: Prazo arbitrário e imutável, definido em sessões secretas por ogros sádicos de seitas satânicas.
Debriefing: Relato ao superior imediato com fofocas cabeludas sobre a reunião em que ele não estava.
E-learning: Tecnologia de ponta empregada para comunicação e interação online, de forma a tornar mais eficiente o processo de fingir ensinar e fingir aprender.
Economia de baixo carbono: Mundo mágico, onde vivem fadas, elfos e duendes.
Feedback: Se for um chute no saco, desvie.
Festa da firma: Rito pagão caracterizado por presentes indesejados, cantadas embaraçosas e puxa-saquismo explícito.
Forecast: Chute; aposta; adivinhação. Desde que feitos sem a menor sombra de critério.
Hands-on: Trabalhar de verdade; não isso que você faz todo dia.
Head: Quem leva a culpa se o projeto não cumprir a Deadline ou estourar o Budget (ver Deadline e Budget).
Headcount: Número cuja propriedade definidora é ser grande demais, segundo o Board (ver Board).
Headhunter: Corsário determinado a roubar os únicos profissionais competentes que ainda sobraram na empresa.
Insight: Ideia do chefe.
Insight brilhante: Ideia do CEO.
Microsoft: Fabricante de bugs. De brinde, oferecem processadores de texto e planilhas.
Networking: Número total de chatos que você tem que aturar pra quem sabe um dia subir na carreira.
Pós-venda: Ato de suportar as reclamações mais do que justas dos clientes, respondendo-as com declarações vagas e de difícil compreensão.
PowerPoint: Programa cuja radiação inibe as capacidades humanas de pensamento e fala.
Stakeholder: O cara que segura o bife.
Trainee: Aquele playboyzinho que acabou de chegar e se acha o CEO. Mande ele tirar uns xerox e te trazer um Big Mac pra ele saber o lugar dele (ver CEO).
Trend: Quando o CEO entende o que é, já passou (ver CEO).
Workaholic: Pessoa normal, que não trabalha menos que oitenta horas por semana, ou pelo menos finge bem.
Workshop: Período de torpor e sonolência, entremeado por banquetes orgiásticos (ver Coffee break).
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